História, tradição, cultura… está nascendo o Instituto Memória de Nova Xavantina; veja as fotos

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Projeto do vereador, presidente da Câmara e agora vice prefeito, jornalista Ney Welinton, está nascendo no saguão de entrada do Palácio Adiel Ribeiro da Silva, sede do legislativo municipal, o Instituto Memória de Nova Xavantina, obra feita com recursos próprios da Câmara, no valor de R$ 34.770,00, marcada para ser inaugurada até o final do ano, mais precisamente no mês de dezembro de 2016.
Trata-se de uma iniciativa da Casa de valorizar a história do município, que segundo Ney, é a história do Brasil. "É um grande desejo meu, minha contribuição à nossa história, dando continuidade a um processo que teve início com a publicação dos livros "Nova Xavantina, Sua Gente, Suas Histórias, dos jornalistas Domingos Deri e Ezio Garcia; e do "Portal do Roncador", do historiador Archimedes Carpentiere, que retratam a nossa história, um pedaço da história do Brasil" disse Ney ao site IN na tarde desta segunda feira, 10.
Para tanto, a Câmara contratou o historiador Archimedes Carpentiere para organizar o acervo, coletar o material junto a comunidade, editar, produzir e deixar apto para exibição as mais de cinco mil fotos até agora já recolhidas, mais as dezenas de telas e painéis, todos doados pela comunidade.
Arquima explica que como são muitas fotos, serão feitas exposições temáticas como por exemplo, antes, durante e depois do processo de emancipação política, e assim sucessivamente, até rodiziar todas as fotos do acervo, que estão sendo tratadas por ele com as tecnologias disponíveis. Ele acredita que ficarão permanentemente expostas cerca de 300 fotos, mais os quadros e painéis.
                          A OBRA
Construída no enorme espaço do saguão de entrada do prédio da Câmara, segundo Hermes Neto, proprietário da empresa Hercon - Serviços Ltda., responsável pela execução da obra, serão necessários não mais do que entre vinte a trinta dias para a sua conclusão física, interna e externamente. O projeto é da arquiteta Franciely Marca.
No momento, Archimedes e Ney trabalham na produção do material do acervo, que além de mais de 5.000 fotos, conta com 23 telas doadas pela artista plástica Val Tietê, esposa do falecido pioneiro urbano João Campelo Tietê; que retratam a história de Nova Xavantina.
Também a artista Lúcia Rios está pintando uma tela com o Coronel Flaviano de Mattos Vanique, chefe da Expedição Roncador Xingú que chegou na margem direita do Rio das Mortes, onde hoje está assentada a cidade, em 28 de fevereiro de 1.944, dando início à saga novaxavantinense.
Se diz que o período se confunde com a história do Brasil porque a Expedição, como se sabe, foi determinada pelo então presidente Getúlio Vargas, para ter a sua execução à toque de caixa, com a máxima urgência possível, pois em plena segunda guerra mundial, temia-se uma invasão do III Reich (alemães e japoneses) na costa brasileira, pelo mar, daí a necessidade premente de se transferir a capital do Brasil do Rio de Janeiro para o centro do País, dando início à famosa Marcha para o Oeste completada por Juscelino Kubitschek de Oliveira em 1960, com a construção de Brasília.
É este período, mais os seus desdobramentos e consequências, com a fundação de Nova Xavantina, sua emancipação política e seu desenvolvimento, que estaremos vendo exposto todos os dias no Instituto Memória, no bonito projeto da Câmara Municipal.
"Será um ponto de visitação turística, um centro cultural e artístico em que se manterá viva a história do município" resumiu o presidente Ney Welinton.
Estão de parabéns todos os envolvidos.

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